• Ranielli Silva

Pais e Filhos

Atualizado: 12 de Out de 2020

Nunca tive o prazer de ser pai, sou o primogênito de uma família de vários irmãos e sei que isso simboliza muito mais que a virilidade de um pai, mas o momento de sua libertação da vida mundana, a vida comum. Aos olhos de Deus, o primogênito simboliza o sinal de libertação de um povo e ele nos deu a prova do seu amor enviando seu próprio filho.

Quem tem pais vivos vive a paz na sua plenitude e o orgulho de ter chegado a um século XXI (cheio de acontecimentos inesperados), carregando o conforto espiritual que emana do amor que eles sentem por seus filhos assim como Deus sente por todos nós.

Os pais não descansam vive sobre vigilância eterna e percebe que cada filho foi uma dádiva de Deus, é o testemunho do amor incondicional, sem regras. De um amor sem preferências, apenas doação sem esperar nada em troca. Amar um filho é viver exclusivamente para sua formação é ter o cuidado de espiritualmente estar preparado para abrir mão da sua própria identidade e multiplicar-se em vários eus.

Os pais só encontram a felicidade com as realizações de seus filhos, se descuidam, abrem mão de qualquer projeto pessoal para que eles, os filhos, estejam preparados para realizar seus próprios sonhos.

As alegrias e as tristezas de cada filho são compartilhada e as emoções que eles sentem(os pais) é calculada numa progressão geométrica, enquanto os filhos vivem numa progressão aritmética muitas vezes sem ter a dimensão da falta que um simples abraço, um simples carinho faz.

A dor de um pai nos momentos difíceis de um filho nem Einstein poderia calcular, creio que Deus percebeu que nem todos estão preparados para uma missão tão doce, sublime e ao mesmo tempo tão difícil. E privou alguns por perceber que não teriam forças suficientes para tal propósito.


O filho é como algo que não se esgota, atemporal, sempre será aquela criança a espera de um Papai Noel para um pai. E percebo claramente nesse momento de tantas dificuldades que nos voltamos para nosso interior, pais e filhos deram as mãos e se perguntam: Qual o tempo que nos resta?

Uma rotina leva 68 dias para se estabelecer e nesse momento que nos voltamos para uma vida que dá vazão a espiritualidade devido aos problemas da crise sanitária os pais estarão mais serenos, pois todos irão ter suas emoções medidas na mesma progressão. Andarão juntos, bem perto na escala do amor que Deus nos concedeu: AMAR COMO SE NÃO EXISTISSE AMANHA.



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