• Ranielli Silva

Lápis de Cor = O Mundo Encantado (Parte 2)

Cenário: Aparência de uma sala, uma criança sentada numa carteira escolar com um lápis azul na mão. Refletindo sobre a vida.

Azul: Ei, Psiu!

Pedinho: Quem me chamou? (FICA PROCURANDO SEM ENCONTRAR CONTINUA A REFLETIR)

Azul: Estou aqui.

Pedrinho: Aqui, aonde?

Azul: Sou a tua imaginação.

Pedrinho: Minha imaginação?

Azul: Claro que é.

Pedrinho: Mas como pode falar comigo?

Azul: Porque para a criança tudo pode.

Pedrinho: Porque você não parece?

Azul: Por que...

Pedrinho: Não posso ficar aqui conversando o tempo todo com um fantasma.

Azul: Feche os olhos e comece a pensar em um mundo todo colorido.

Pedrinho: Já pensei.

Azul: Então pode abrir os olhos.

Pedrinho: Então você realmente existe?

Azul: Como lhe disse, para criança é tudo possível.

Pedrinho: O que você quer de mim?

Azul: Quero ensinar a você a viver melhor. Você não pode querer ser homem quando ainda é criança. Tem que aproveitar tudo que a infância lhe proporcionar.

Pedrinho: Porque você está me dizendo isto?

Azul: Refiro-me aos desenhos.

Pedrinho: O que existe de errado nos meus desenhos? (NESTE INSTANTE É MOSTRANDO PARA A PLATEIA OS DESENHOS: FABRICAS DE CARROS DE LUXO E OPERÁRIOS)

Azul: Sabe o que acontece...

Pedrinho: Minha mãe quer que eu seja engenheiro, como meu pai.

Azul: Como você se chama?

Pedrinho: Meu nome é Pedrinho.

Azul: Você quer conhecer minhas irmãs?

Pedrinho: É claro!

Azul: Vamos combinar uma coisa. Toda vez que você quiser falar comigo ou com alguma das minhas irmãs, basta tocar numa caixa de lápis de cor e imaginar um mundo todo colorido.

Pedrinho: Esta história, nem criança quer mais ouvir.

Azul: Porque você não se convence disso agora?

Pedrinho: Posso fazer agora mesmo?

Azul: É claro, faça. (NESSE INSTANTE APARECE TODAS AS CORES)

Todas: Pedrinho vamos, se junte a nós. Vamos brincar de roda.

Pedrinho: Mas eu não sei brincar.

Branco: Não é possível, nem brincar de roda?

Pedrinho: Por favor, vão embora, a professora está chegando. Vocês não ela m chamar? (BEM LONGE APARE UMA VOZ GRITANDO POR PEDRINHO).

Todas: Não estamos ouvindo? (A PROFESSORA APARECE COM A FISIONOMIA FECHADA)

Professora: Você não acabou seu dever ainda por que?

(NO MOMENTO QUE A PROFESSORA APARECE AS CORES DESAPARECEM, SAEM CORRENDO D PALCO)

Pedrinho: Eu estava conversando com alguns amigos.

Professora: Que amigos Pedrinho, você está ficando maluco?

(PEDRINHO PROCURAVA E NÃO ENCONTRAVA NINGUÉM)

Pedrinho: Eles estavam aqui. Acredite.

Professora: Não venha com enrolação garoto. Da próxima vez conto para os seus pais. Pode arrumar as coisas que a aula encerrou. Não é justo que seus pais paguem caro e você não corresponda com boas notas.

Pedrinho: Mas eu só tiro notas boas.

Professora: Mais seus pais me pagam para que você seja o melhor (FECHA AS CORTINAS E ABREM NO MESMO INSTANTE).

PEDRINHO NOVAMENTE EM SUA CARTEIRA, QUANDO DE REPENTE...

Pedrinho: Como gostaria que eles aparecessem de novo. Vou pegar minha caixa de lápis de cor e vou imaginar tudo colorido como eles mandaram.

DE REPENTE APARECEM TODAS AS CORES

Todas: Porque está tão triste Pedrinho?

Pedrinho: Por que amanhã é dia das mães e ela não tem sequer um tempinho pra ficar comigo. Ela tem que está no consultório pela manhã e a tarde. A noite ela ira sair pra jantar com o meu pai.

Branco: Ela é tão ocupada assim?

Pedrinho: Infelizmente é.

Preto: Pedrinho nós vamos lhe ajudar. Você é uma criança e não pode viver sem amor e carinho.

Verde: E o seu pai?

Pedrinho: Ele só vive viajando. Ele tem varias empresas e não tem tempo para mim.

Amarelo: Nós estamos aqui para lhe ajuda.

Vermelho: Pode ter certeza, somos seus amigos.

Amarelo: Vocês tiveram alguma ideia? (PERGUNTA OLHANDO PARA AS OUTRAS CORES).

Preto: Pedrinho, você já recitou algum poema? Que tal você comprar um presente e logo pela manhã tentar chamar sua atenção.

Pedrinho: Desculpe, mais sei que não vai adiantar.

Preto: Por quê? Afinal de contas a poesia toca o coração até do insensível que não ama.

Pedrinho: Então me ensine o poema.

Preto: Estão vendo este pacote

Com papel tão lindo e fita

Todo verão que é um presente,

Uma lembrança bonita.

Para quem é advinham?

Vou logo contar aqui,

É para a moça mais linda

E mais bonita e tão gentil

Se eu pudesse, lhe daria

Em vez de um presente mil.

Já sei que o que estão pensando,

Este mundo está virado.

Menino tão pequenino

Já pensando em namorada?

É sim, é minha namorada sim.

Que não fui exagerado

Vocês terão que concordar,

Pois agora o meu presente

A ela vou entregar.

Vem mãezinha querida teu

Filhinho abraçar.

Pedrinho: Acho realmente que ela iria gostar.

Branco: Claro Pedrinho.

Amarelo: Pode ficar tranquilo que vai dar tudo certo.

Verde: Ela não ira resistir Pedrinho. Pode acreditar. A fé remove montanhas.

Pedrinho: Nunca me senti tão feliz em toda a minha vida. Vocês me deram o maior presente da minha vida.

Preto: As crianças são à base de tudo. Se crescerem sem carinho e amor está tudo perdido.

FECHA AS CORTINAS. QUANDO ABREM APARECE PEDRINHO CHORANDO NO SEU QUARTO.

Pedrinho: Deu tudo errado, ninguém gosta de mim, nem mesmo meus pais.

SURGEM AS CORES.

Preto: O que aconteceu Pedrinho?

Pedrinho: Minha mãe nem ligou para mim. Sequer teve um tempo de me dar um beijo no rosto.

Azul: Como pode acontecer?

Branco: Calma Pedrinho, não chore. Fique calmo.

Preto: Às vezes, a rotina diária fazem as pessoas virarem maquinas controladas pelo tempo. Às 24 horas diárias é dividida tão precisamente e preenchida de forma tão eficiente no tocante trabalho que as pessoas não enxergam quem está ao lado.

Verde: Pedrinho, porque você não brinca com outras crianças?

Pedrinho: Porque não tenho tempo, pela manhã vou para a escola e a tarde venho para esta banca. À noite tenho curso de piano e inglês.

Branco: E no colégio?

Pedrinho: A outras crianças me tratam diferente e eu não gosto.

Branco: Diferente como?

Pedrinho: Como meus pais são ricos, eu sinto que eles tem um cuidado comigo todo especial. Mais é pura falsidade.

TODAS AS CORES SE JUNTAM E LEVAM PARA O MUNDO DO LÁPIS DE COR. UM MUNDO ENCANTADO.

Cenário: Muitas cores, muita fumaça e muita música. Tudo é feito em formato de lápis.

Pedrinho: Que lugar bonito, maravilhoso. Como vim parar aqui?

Preto: Viajamos na tua imaginação, vamos ensinar a você o que é ser criança.

Branco: Vamos fazer tudo que você desejar.

Preto: Lhe ensinaremos como devemos respeitar o próximo, contaremos de forma alegre e saudável como Deus criou o universo e ainda conhecerás a vida do nosso senhor, o salvador.

Amarelo: Vera como a riqueza deve ser usada. Como ajudar os pobres.

Azul: Não poluirás mais o ambiente, para que não nos faça mal.

Vermelho: Viveras, quando retornares ao teu mundo, com cuidados especiais com teu próprio corpo, pois ele é uma fonte de energia que merece todo cuidado para não dar curto circuito...

Branco: Viveras em perfeito equilíbrio.

DEPOIS DE MUTA MÚSICA, BRINCADEIRAS NO PALCO E MUITAS GARGALHADAS COMO SE REALMENTE TIVESSE ACONTECIDO TUDO QUE FOI DITO...

Preto: Vai Pedrinho retorna ao teu mundo como uma criança feliz!

FECHA AS CORTINAS E PEDRINHO REAPARECE NA SALA DE AULA DORMINDO NA CARTEIRA DA ESCOLA.

Professora: Pedrinho acorda (FALA COM RAIVA).

Pedrinho: Como eu vim parar aqui?

Professora: O motorista da sua mãe veio lhe trazer de carro e você dormiu. Quero o dever pronto antes do horário, não faça como ontem.

Pedrinho: Cadê os meus amigos? Cadê o mundo dos lápis de cores?

Professora: Você sonhou Pedrinho. Vamos que está na hora, comece a leitura.

PEDRINHO COM O LIVRO NA MÃO COMEÇA A ESTUDAR E FAZER O DEVER. QUANDO A PROFESSORA VIRA AS COSTAS...

Pedrinho: Não pode ser não pode ser um sonho. Será que tudo acabou, mas como foi que eu aprendi tanta coisa.

DE REPENTE ELE VER UMA LUZ NA DIREÇÃO DO SEU ROSTO, DEPOIS DE ALGUNS SEGUNDOS VOLTA AO NORMAL.

Pedrinho: Como estou me sentindo bem. Pareço outra pessoa.

ALGUM TEMPO DEPOIS CHEGA A PROFESSORA.

Professora: Pedrinho terminou o dever?

Pedrinho: Clara professora está tudo aqui.

Professora: Pedrinho estou achando isso muito estranho.

Pedrinho: Na verdade professora, deveríamos festejar sempre que alguém fizesse o bem e dedicasse boa parte do seu tempo para...

Professora: Porque você está falando essas coisas?

Pedrinho: Acontece professora, que eu fui ao mundo maravilhoso dos lápis de cores e aprendi que a vida é para ser vivida de forma racional, bem diferente da vida que levamos e as crianças tem que aproveitar as belezas que a imaginação proporciona.

Professora: Você deve estar ficando maluco menino, que historia? Que mundo maluco é este que você está se referindo?

Pedrinho: O mal dos adultos é não acreditar nas verdades que as crianças falam. Achar que só os adultos podem falar verdades.

A PROFESSORA PARECE NÃO ACREDITAR, MAS DE REPENTE...

Professora: Você não pode estar bem, ouve algum problema em casa?

Pedrinho: A questão é que nunca fui amado e nunca me senti criança, apesar de desejar.

Professora: Olhe Pedrinho tudo que faço é porque seus pais exigem.

Pedrinho: Não estou lhe culpando professora...

Professora: Você está muito triste, você nunca foi de falar estas coisas e não sei por que estão me incomodando tanto.

Pedrinho: Chega um dia professora que apesar de não exagerarmos o obvio, acordamos e então modificamos nossa maneira de ser e de querer.

Professora: Você não quer que eu acredite nessa historia de mundo encanado. Não é Pedrinho?

Pedrinho: Nem sempre professora enxergamos com os olhos, as vezes a consciência é o nosso melhor guia.

Professora: Estou começando a achar que alguém está enchendo a as cabeça de bobagens.

Pedrinho: Pegue a minha mão eu te mostrarei...

PEDRINHO TOCA NA CAIXA DE LÁPIS E COM A OUTRA MÃO TOCA NA PROFESSORA A PROFESSORA FICA IMPRESSIONADA COM TUDO E COMEÇA A DANÇAR AO SOM DE UMA MÚSICA MUTO ALEGRE; DEPOIS DE ALGUM TEMPO A MÚSICA PARA.

Professora: Como tudo isso aconteceu? Será que estou sonhando?

Preto: Não professora você está na imaginação desta criança.

Verde: Como vê, tudo é possível quando se trata de infância.

Branco: Não devemos maltratar as crianças com tanta atribuição.

Vermelho: Você, professora não pode exigir tanto, você não tem esse direto.

Amarelo: Veja como é o mundo infantil, não é lindo?

Azul: Devemos deixar as crianças viverem seu próprio mundo, sem influencia de adultos.

Professora: Mais eu preciso me sustentar, lá embaixo tudo é diferente. Se não exijo, como vou poder mostrar aos pais dele que estou sendo eficiente? Tenho que mostrar resultados.

Preto: Todo dinheiro ganho as custas de tamanho sacrifício, não pode ser uma energia positiva. Faz as pessoas se afastarem muito.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse a fé de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno, o amor não é invejoso, o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade, Tudo sofre, tudo crê espera, tudo suporta. O amor jamais acaba, mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão, havendo ciência, desaparecerá, porque em parte conhecemos, mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino, mais logo cheguei a se homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas como faremos face a face, agora conheço em parte, mas conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

Este professora é um trecho da bíblia coríntios -13/v.1 a 13 você passara por um processo de regressão da personalidade e deixara todos os seus hábitos e vícios adquiridos com a rotina diária.

Professora: Mas como?

NESTE INSTANTE UMA LUZ FORTE ILUMINA SEU ROSTO E A MÚSICA RODA VIVA DE CHICO BUARQUE DE HOLANDA ENTRA EM CENA; MUIRÁ FUMAÇA NO PALCO E FECHAM-SE AS CORTINAS.

QUANDO SE ABREM NOVAMENTE; REAPARECE O MENINO NO SEU QUARTO COM A SUA MÃE.

Pedrinho: Porque nunca tive amizades?

Mãe: Porque você meu filho é um Muccini, esqueceu disso?

Pedrinho: E que diferença isso faz?

Mãe: Muita diferença meu filho, você nasceu para ser vitorioso. Você nasceu para comandar um exercito de trabalhadores, varias empresas e quem é que sabe até pode governar este país.

Pedrinho: Mãe, eu queria ser apenas como as outras crianças.

Mãe: Meu filho não quero discutir isso com você, pois você não sabe o que está falando. Você mais tarde me dará razão.

Pedrinho: Mãe, a senhora já parou para pensar como me sinto, sem ter com que brincar, muitas vezes até sem ter com quem conversar?

Mãe: Mas você tem tudo que uma criança pode querer; todos os brinquedos modernos, muito conforto é rodeado por empregados pronto a lhe atender; o que você quer mais que isso? Sem contar nas viagens internacionais que você já fez.

Pedrinho: Mãe, eu não tenho o principal.

Mãe: Olhe acho que você está passeando dos seus limites é melhor você ir para sua aula de piano e por falar nisso como anda seu curso de inglês?

Pedrinho: Eu não preciso de curso de inglês, preciso é de carinho.

Mãe: No dia que você isso novamente corto a tua mesada e lhe deixo sem jogar vídeo game por uma semana.

Pedrinho: Mãe, eu não sou seu paciente, sou o seu filho.

Mãe: Por isso mesmo quero que você se cale.

NAQUELE MOMENTO ALGUÉM BATE NA PORTA DO QUARTO E ENTRA

Professora: Como está Pedrinho? Espero que tenha passado a lição neste momento a mãe se retira prometendo com gestos depois continua a conversa com ele.

Pedrinho: Claro que passei todo aquela aula que você me ensinou.

Professora: Pedrinho você parece triste, está acontecendo alguma coisa?

Pedrinho: Como eu gostaria que meus amigos pudessem me ajudar fazer Deus tocar o coração dos meus pais.

Professora: Que amigos?

Pedrinho: Você não iria compreender.

Professora: Bem Pedrinho está na hora da sua lição. Vamos lá.

Pedrinho: Está bem.

FECHAM-SE AS CORTINAS E ABREM-SE RAPIDAMENTE.

A CRIANÇA APARECE COM A PROFESSORA, ELA O ENSINA O DEVER.

Professora: Engraçado Pedrinho, eu tive um sonho tão diferente com você. Parecia realmente e não consigo ser mais a mesma pessoa; alguma coisa tocou meu coração.

Pedrinho: Professora, o sonho que a senhora teve foi pura realidade.

Professora: Pedrinho? Como você pode ter certeza.

Pedrinho: A senhora quer que eu lhe conte como aconteceu?

Professora: Sei que não é possível, más...

O PEDRINHO PASSA A NARRAR TUDO QUE ACONTECEU, A PROFESSORA FICA IMPRESSIONADA. TUDO ISTO ATRAVÉS GESTOS E COM MUITA MÚSICA.

Professora: Meu Deus, então é tudo verdade.

Pedrinho: Eu tinha lhe avistado, mas a senhora não acreditou. Que tal chama-los para nos visitar.

Professora: Não venha me dizer que...

Pedrinho: É só tocar na caixa de lápis e...

PARA A SURPRESA DA CRIANÇA NADA ACONTECE.

Pedrinho: Não pode ser, eles...

Professora: Aconteça o que acontecer Pedrinho, eu confio em você.

Pedrinho: Estou muito contente por ter ganhado uma amiga de verdade.

Professora: Pedrinho, não sei como pude ser tão mesquinha este tempo todo.

A CRIANÇA E A PROFESSORA SE ABRAÇAM E NESSE MOMENTO OUVE-SE A VOZ DE TODAS AS CORES JUNTAS...

Todas as Cores: Pedrinho não podemos mais aparecer, nossa missão foi cumprida, a partir de agora você terá que encontrar soluções sozinho para seus problemas. A partir do momento que um adulto participou e acreditou no nosso mundo, o que antes era apenas imaginação passou a ser realidade. A professora lhe ajudará, acredite na força da amizade pois amigo é:

Um psicólogo que não cobra

O cúmplice das descobertas

As testemunhas das Vitórias,

Mas também das derrotas.

A confiança dos Segredos,

O desabafo das mágoas, dos medos.

O ombro confortável que não falha.

Um gostar um tratar bem.

Um sentimento inexplicável.

Uma vontade de estar junto insaciável.

neste instante ouve-se uma música bem triste ao fundo e a criança e a professora choram abraçados.

Professora: Pedrinho, eu não garanto a você que seus pais se modificaram e você será uma criança feliz.

Pedrinho: Eu não entendo porque fui nascer tão infeliz, tem pessoas que dariam a vida para serem ricas, para ter tudo que eu tenho. Já eu sou uma criança rica e me sinto sozinha infeliz e tenho tudo que peço aos meus pais, menos amor e carinho. Sinceramente não dá para entender.

Professora: Pedrinho eu tenho uma ideia. Que tal...

Pedrinho: Só espero que você tentando me ajudar, não venha se prejudicar.

Professora: Vou lhe confessar uma coisa Pedrinho, desde que já fui ao mundo encantado, não importa se irei me prejudicar fazendo bem. O importante é ter a consciência limpa que estou contribuindo para os termos de um mundo melhor e todos os meus alunos serão crianças felizes; não posso mais ignorar o bem.

Pedrinho: Qual é o plano?

Professora: Assim que seus pais viajarem, sairei com você mostrando ele como vivem as crianças dos bairros mais pobres, iremos aos parques infantis e deixarei que você conheça as crianças que nada possuem e são pura felicidade. Poderá como você quer fazer amizades sinceras vivendo na mais segura clandestinidade e ajudá-las que é o mais importante.

Pedrinho: Mas o Senhor Alfredo está sempre na porta com os seus seguranças, como poderei sair?

Professora: Não se preocupe daremos um jeito.

Pedrinho: Não sei como é o mundo lá fora, até televisão não me deixam assistir. E os vídeos que me deixam assistir são de países europeus. Lá fora até que me deixa eu fazer o que eu quero. Já aqui no Brasil que é o meu país, vivo parecendo um preso, não tenho liberdade.

Professora: Pedrinho, semana que vem você terá um dia especial.

Pedrinho: Porque professora?

Pedrinho: Mas como a senhora poderá fazer isto, e os empregados da minha mãe? Eles falarão a ela e a senhora estará perdida, pois Com certeza ela conseguirá que as outras mães tirem seus filhos dessa banca. Por favor professora tenha cuidado, pois a senhora é a única amizade que eu tenho.

NESTE INSTANTE CHEGA À MÃE DO PEDRINHO COM A ARROGÂNCIA QUE LHE É PECULIAR.

Mãe: Professora quero lhe falar em particular.

Pedrinho: Com licença, mãe já estou indo com o Sr. Alfredo.

Mãe: Como quiser filho.

Professora: Do que se trata D. Muccini?

Mãe: é que Pedrinho está com algumas ideias na cabeça ultimamente muito estranha ele está comentando algumas coisas com a senhora?

Professora: De forma alguma, caso isso acontecesse eu lhe contaria.

Mãe: Quero que a senhora não esqueça dos favores que a senhora me deve.

Professora: Não se preocupe D. Muccini, qualquer coisa lhe falarei.

Mãe: Alguém estão enchendo a cabeça dele com muitas bobagens. Na escola eu sei que não é, pois tenho pessoas que o fiscalizam o tempo todo.

Professora: D. Muccini posso lhe perguntar uma coisa?

Mãe: Pergunte professora, pode ficar a vontade.

Professora: Porque o Pedrinho é tão solitário?

Mãe: Professora este é um assunto particular, que só interessa a minha família, eu quero que a senhora fique restrita a ensinar e a me contar alguma coisa se porventura...

Professora: Eu sei D. Muccini, não se preocupe.

Mãe: E por sinal gosto muito dos seus métodos, pois ele continua sendo o melhor aludo do colégio.

Professora: Não se preocupe ele continuará ocupando este posto.

Mãe: Tenha uma boa noite professora, adeus.

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