• Ranielli Silva

A Magia Que Transformou a MPB II

Atualizado: Out 13

Quando me refiro a Vinicius de Moraes, em relação a BOSSA NOVA, percebo que ele não é tão destacado quanto deveria ser. Não cabe nesse texto cita-lo como poeta ou sua formação intelectual. Me refiro que sem Vinicius a Bossa Nova não seria tão popular como fora, uma vez que sua notável sensibilidade ao descobrir e revelar talentos e seu dom genial com as palavras concretizou o que chamamos de movimento. Vou citar o maior violonista da música popular brasileira de todos os tempos, Baden Poweel. Com quem nosso "poetinha" nos presenteou com os Afro-sambas (1990). Segundo Bobô da Cuíca, compositor, ritmista e historiador: “Vinicius não inventou a roda ao cantar elementos do candomblé, muitos outros compositores já haviam versejado sobre o tema, sobretudo o Joao da Baiana com sua infinidade de sambas e pontos gravados. O que ele fez foi valorizar ainda mais as melodias do Baden Poweel com sua poesia, jogando um novo olhar para a temática afro brasileira. “o homem que diz: Dou/Não dá/Porque quem dá mesmo/Não diz”. Ele ainda afirma que Vinicius e Baden na sua modesta opinião criaram um novo gênero de samba. Esse foi Vinicius um divisor de águas na música popular brasileira, vale ressaltar que esse álbum foi lançado em fevereiro de 1966. Com apenas oito canções. Recentemente para orgulho dos brasileiros o Papa Francisco em seu texto cita Vinicius de Moraes através de um dos versos da canção “Samba da Benção “. “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida”

Já no tropicalismo, Deborah Dumar afirma que Tom Zé é a expressão mais radical desse movimento. Nascido em Irará, Tom Zé frequentou a Escola de Música da UFBA. É uma espécie de “Darwinista Musical” a partir do conceito de Darwin só os mais aptos sobrevivem. Tom Zé evoluiu o conceito, só os mais criativos e visionários sobrevivem. Seu "renascimento artísitico" prova isso quando David Byrne descobriu sua obra e o lançou nos Estados Unidos se tornando grande sucesso. O vejo como "o tropicalista”. O tropicalismo para ele não foi apenas um movimento. Ele é o próprio tropicalismo, sua personalidade através das suas entrevistas, sua forma de ver o mundo, sua música sem nota de roda pé e sobretudo absorvendo o século XXI como se já o estivesse absorvido desde o século passado.






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